Introdução: As fraturas de coluna toracolombar representam um dos traumas mais comuns em pacientes com lesões vertebrais, frequentemente associadas a complicações neurológicas e impacto funcional significativo. O avanço das técnicas minimamente invasivas (TMIs) na fixação dessas fraturas visa reduzir morbidade, tempo de recuperação e complicações perioperatórias em comparação às abordagens convencionais. Objetivo: Avaliar a efetividade das técnicas minimamente invasivas na fixação de fraturas da coluna toracolombar, considerando desfechos clínicos, funcionais e taxas de complicações. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa baseada em artigos publicados entre 2015 e 2024 nas bases de dados PubMed, Scopus e Embase. Os descritores utilizados foram "fraturas de coluna toracolombar", "técnicas minimamente invasivas" e "fixação vertebral". Após triagem de 187 estudos, 42 artigos foram incluídos, abrangendo ensaios clínicos, metanálises e estudos observacionais. Resultados: As TMIs, como a fixação percutânea e a vertebroplastia, apresentaram benefícios significativos, incluindo menor tempo cirúrgico, redução da perda sanguínea e menor incidência de complicações, como infecções e dor crônica. Os resultados funcionais, medidos por escalas como o Oswestry Disability Index (ODI), mostraram melhorias equivalentes ou superiores às técnicas abertas em seguimentos de médio e longo prazo. No entanto, limitações como custo elevado e curva de aprendizado prolongada foram frequentemente relatadas. Embora as TMIs demonstrem vantagens claras em relação às abordagens tradicionais, sua efetividade é influenciada pela seleção adequada dos pacientes e pela experiência da equipe cirúrgica. Estudos apontam que essas técnicas são particularmente vantajosas em casos de fraturas instáveis sem comprometimento neurológico severo. A necessidade de treinamento especializado e equipamentos de alta tecnologia permanece um desafio em muitos contextos hospitalares. Conclusão: As técnicas minimamente invasivas representam uma alternativa eficaz e segura para a fixação de fraturas da coluna toracolombar, com benefícios evidentes em termos de recuperação e redução de complicações. Estratégias para ampliar o acesso a essas tecnologias e capacitar equipes cirúrgicas são fundamentais para maximizar seus benefícios.
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